Design Thinking: um novo jeito de pensar, aprender e criar soluções

Como é possível resolver este problema?

É provável que esta pergunta faça parte do dia-a-dia da maioria das pessoas independente da idade, condição social ou ambiente onde vive e se relaciona.

Enquanto sociedade, vivemos em um cenário de mudanças e transformações constantes onde a capacidade de resolver problemas e criar soluções utilizando a criatividade, a imaginação e a colaboração, são habilidades consideradas fundamentais para as atuais e futuras gerações, citadas inclusive entre as competências gerais, da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

É neste contexto que a metodologia do Design Thinking vem ganhando espaço nas instituições de ensino, por se tratar de um recurso acessível que pode ser compreendido e incluído facilmente pelos educadores e estudantes no processo de ensino e aprendizagem.

O Design Thinking como forma de pensar não é algo novo. Ele surgiu no final da década de sessenta, mas foi na década seguinte que ganhou espaço, passou por adaptações, foi incluído por profissionais em áreas do conhecimento ligadas aos negócios, e gradativamente em outras, entre elas a educação.

No processo de desenvolvimento de soluções com a metodologia do design thinking, o ser humano é considerado o elemento central e a organização das ideias é realizada por meio da utilização de elementos visuais tais como fluxogramas, imagens, cores etc.

O método é estruturado por meio de um processo, composto pelas etapas de pesquisa, ideação, seleção de ideias, prototipagem e testes.

A primeira etapa consiste em criar empatia com o público afetado pelo problema, identificando por meio de pesquisa quem são estas pessoas, quais são suas dores e objetivos, o que pensam, sentem, desejam e valorizam.

Na sequência é definido o problema principal a ser tratado. O que será solucionado?

Na etapa de ideação são geradas ideias de possíveis soluções, capazes de resolver o problema identificado e as dores que estão intrínsecas ao mesmo.

Já na fase de prototipagem, a ideia que até então estava somente no papel ganha forma. É criada uma versão simplificada da solução que permite aos usuários ter uma ideia de como será a solução, antes que ela esteja definitivamente pronta e liberada para a utilização.

Criado o protótipo, é hora de apresentar a solução para o público interessado testar, dar seu feedback, e aprovar ou sugerir as melhorias necessárias.

Sendo aprovado, o protótipo segue para a etapa de produção e após passa a ser disponibilizado para utilização, pelo público interessado.

Caso o protótipo não seja aprovado, reinicia-se todo o processo. Aproveita-se o que é possível e valoriza-se os aprendizados que a experiência proporcionou, tanto pelo que deu certo quanto pelo que não deu certo pois estes aprendizados poderão ser a base para a criação da uma solução inovadora para outro problema ou grupo.

Simples? Complexo? Depende do ponto de vista e da disponibilidade de se permitir abrir-se para conhecer o novo pois a experiência realizada onde o design thinking foi incluído no desenvolvimento de projetos interdisciplinares com estudantes comprova que o método tem proporcionando resultados de aprendizado positivos para os estudantes, pois, a partir do momento em que a abordagem é aceita e compreendida pelos educadores e estudantes, ela passa a fazer parte da forma de organização do pensamento, e do conhecimento dos mesmos.

O design thinking permite que o estudante e o educador se experimentem como protagonistas em seus processos de aprendizagem compartilhada, com a oportunidade de identificarem problemas e oportunidades, expressarem suas ideias, ouvirem e compreenderem diferentes pontos de vista, elaborarem hipóteses, testarem e desenvolverem juntos, soluções que podem fazer a diferença em suas vidas, na vida de outras pessoas e na sociedade.

Por: @nara.pick | Autora do Módulo 5 – Educação Empreendedora (Design Thinking, Resolução de Problemas e Educação Financeira).

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